Flores do Campo pode ser regularizado após acordo
- ATHIS LONDRINA

- 6 de jan.
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Depois anos de espera e resistência, ocupantes do bairro finalmente veem a possibilidade de concretizar o sonho da moradia digna
Representantes do Projeto de Extensão 2433, do BR Cidades e do Movimento pela implantação da ATHIS em Londrina estiveram no Conjunto Flores do Campo no sábado, 03/01/26, a convite da Deputada Federal Lenir de Assis para conversar com os moradores/ocupantes e suas lideranças sobre o acordo firmado entre o Governo Federal e o Executivo Municipal de Londrina. A boa notícia trazida diretamente de Brasília pela Deputada foi de que o Governo Federal repassou o terreno do conjunto Flores do Campo com as obras existentes para o Município, no valor estimado de R$ 78 milhões e a garantia de que o Município poderá fazer mais 1.218 novas moradias. Com esse repasse o Município poderá se credenciar para receber novos financiamentos para habitação de interesse social (HIS). O Ministério das Cidades acenou ainda com a possibilidade de destinar mais R$ 200 milhões para aplicar em habitação de interesse social, dependendo de projetos a serem apresentados pelo Município.
Os moradores acharam que foi um bom acordo, mas levantaram algumas preocupações sobre seus desdobramentos. Considerando os quase 10 anos de luta e resistência dos ocupantes, as lideranças afirmaram que todos querem permanecer no local, atendendo as mais de 1.000 famílias. Nesse sentido, os moradores do bairro finalmente veem a possibilidade de terem suas casas terminadas e regularizadas.
Percorrendo o local é possível verificar que muitas famílias investiram em suas moradias colocando piso cerâmico, revestimentos, pintura, instalações elétricas e hidráulicas e, com a organização da Associação dos Moradores do Flores do Campo, até adquiriram um transformador que é utilizado para rebaixar a alta-tensão e levar energia para as unidades.
Em visita a uma das casas que está sendo melhorada foi constatada a boa condição em que se encontra, sendo um dos exemplos de que é possível aproveitar grande parte do que existe. Vários moradores da rua principal abriram comércios e serviços ao longo desses anos e até uma linha de ônibus circula regularmente por dentro do Conjunto.
Os membros das organizações e projetos de extensão presentes se colocaram como apoiadores dos moradores no sentido de auxiliá-los no que for necessário para que os desejos e necessidades deles sejam respeitados e que possam realizar seu sonho de moradia digna.
Participaram também do encontro representantes do Centro de Direitos Humanos de Londrina (CDH), do Movimento Trabalhadores por Direitos (MTD) e de professores dos cursos de Direito da UEL e da PUC.




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