NAPI leva assistência técnica a municípios paranaenses
- ATHIS LONDRINA

- 17 de jul.
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Iniciativa integra ações voltadas ao desenvolvimento urbano sustentável e à ampliação do acesso à moradia adequada no Paraná
A ATHIS, importante iniciativa para enfrentar o déficit habitacional, vai chegar a 36 municípios paranaenses, graças ao NAPI (Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação) Agenda 2030, lançado recentemente no Estado, resultado de uma parceria entre a Fundação Araucária, a Superintendência Geral de Desenvolvimento Econômico e Social (SGDES), o Instituto de Tecnologia do Paraná (TECPAR) e diversas Instituições de Ensino Superior(IES). O objetivo do NAPI Agenda 2030 é desenvolver iniciativas de planejamento, execução e monitoramento de políticas públicas alinhadas à Agenda 2030, em parceria com Instituições de Ensino Superior e demais órgãos e entidades comprometidos com o desenvolvimento sustentável no Estado do Paraná.
O NAPI Agenda 30, que recebeu aporte de R$10,7 milhões, atua como uma rede de apoio entre Universidades e organizações públicas e privadas, com suporte do TECPAR e reunirá em torno de 110 pesquisadores de universidades públicas e instituições parceiras nacionais e internacionais em torno dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU). Focado no ODS 11, cujo objetivo é Cidades e Comunidades Sustentáveis, está voltado à promoção de cidades com estrutura adequada para a população, incluindo a habitação digna.
Lideradas pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) e pelo Instituto Mar Brasil, as Instituições de Ensino Superior participantes do NAPI exercem um papel essencial como instituições geradoras de conhecimento científico e tecnológico. São responsáveis por desenvolver pesquisas aplicadas, propor soluções inovadoras e produzir dados que subsidiem a tomada de decisões no âmbito do Comitê. Além disso,
promovem a formação e a participação de recursos humanos qualificados, colaboram com a elaboração de indicadores, e participam ativamente da implementação e validação de metodologias voltadas à territorialização dos ODS. A atuação das universidades também inclui o engajamento com comunidades locais, contribuindo para a interiorização da Agenda 2030 e fortalecimento das capacidades institucionais nos diferentes territórios do Paraná no que diz respeito às pesquisas.
Em entrevista ao jornal Perobal, Olívia Orquiza, professora do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da UEL e articuladora do ODS 11 no NAPI Agenda 2030, afirmou que as cidades ocupam papel estratégico na implementação dos objetivos de desenvolvimento sustentável: “As cidades são estratégicas na busca pelo desenvolvimento urbano sustentável, como por exemplo, promover o acesso de todos à habitação segura, ao sistema de transporte seguro, proteger o patrimônio histórico e natural. Esse NAPI surge para apoiar o Estado e os municípios na implementação de seus objetivos”, ressaltou.
O presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig, também destaca a relevância da iniciativa. Segundo ele, o programa foi criado para mobilizar pesquisadores de diferentes instituições e regiões do Paraná em torno de objetivos comuns. “Hoje não se pensa mais em desenvolvimento sem sustentabilidade. Esse é um caminho que precisa ser construído com base na ciência, no conhecimento e na cooperação entre instituições”, afirma.
Entre as ações previstas pelo NAPI Agenda 2030 estão o apoio ao desenvolvimento urbano sustentável de 55 municípios paranaenses, a capacitação de agentes locais de governança e a criação de uma certificação de “Cidades e Bairros Sustentáveis”, inspirada em um modelo francês de sustentabilidade urbana. Outra ação é o apoio para implantação da ATHIS nos 36 maiores municípios do Paraná que reforça o compromisso do programa com a promoção da moradia adequada e o desenvolvimento urbano sustentável no Paraná. Tem ainda a ação de valorização do Patrimônio representativo da colonização do norte do Paraná, que são os Terminais Ferroviários implantados nas primeiras décadas do processo ao longo da ferrovia entre Cambará e Cianorte.
O investimento na área urbana busca responder a desafios de diversos municípios paranaenses, como crescimento desordenado e insustentável, falta de infraestrutura adequada, baixa mobilidade e degradação ambiental. Segundo informações da Fundação Araucária, o ODS 11 foi definido como uma das prioridades do programa por tratar de questões que impactam diretamente a qualidade de vida da população e exigem soluções baseadas em planejamento e políticas públicas. Entre os objetivos da agenda estão a ampliação do acesso à habitação segura, a melhoria das condições urbanas e o fortalecimento do desenvolvimento sustentável nos municípios.
Gabriela Cardoso – Estagiária
Com supervisão de
Raquel de Carvalho – Jornalista (MTb 2141- DRT-PR)



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