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Circuito Urbano discute Parques Lineares em Londrina

Promovido pela ONU – Habitat, o painel conecta perspectivas sobre abastecimento hídrico, conservação ambiental, manutenção, segurança pública e uso comunitário

O uso de Parques Lineares como forma de proteger e revitalizar fundos de vales urbanos foi tema do Circuito Urbano 2025 –ONU-Habitat, realizado de forma virtual no dia 25 de outubro. Participaram do evento membros do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (IPPUL), secretários municipais e representantes da comunidade para discutir o histórico do projeto, a implementação e os desafios futuros.


A apresentação inicial, liderada pela equipe do IPPUL, Caroline Benek e Ana Luísa Miller Moreira, abordou o diagnóstico, conceitos, decretos e catálogos para as áreas. Segundo as palestrantes, o planejamento urbano inicial de Londrina, realizado pela Companhia de Terras Norte do Paraná na década de 1930, estabelecia estradas nos espigões dos terrenos, preservando os fundos de vale (a parte mais baixa de uma bacia hidrográfica, onde geralmente há um curso d'água). Esta prática foi prevista no plano diretor de 1951, elaborado por Prestes Maia.


O IPPUL iniciou a compartimentação do Parque Linear Igapó em 1998 e elaborou o projeto do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) em 2012, focado no Ribeirão Cambé, que teve uma nova segmentação em 2016. O diagnóstico das áreas do Ribeirão Cambé contou com a participação de João Batista Moreira Souza, conhecido como João das Águas, importante ativista ambiental de Londrina até o seu falecimento em 2022.


A área urbana foi segmentada em cinco parques com marcas e logomarcas baseadas em helicônias, plantas nativas da América Central, América do Sul e ilhas do Pacífico. Um decreto foi aprovado em 2020 regulamentando essas marcas e os catálogos de padrões desenvolvidos pelo IPPUL (mobiliário, sinalização, paisagismo). O mobiliário foi projetado para durabilidade, baixa manutenção, flexibilidade e antivandalismo.


Durante o painel, foi também discutido o envolvimento da população e das instituições para que Londrina se torne uma referência nacional até 2040. O processo inclui iniciativas como contato com a rede de serviços (CRAS, escolas), visitas de conhecimento, questionários de opinião e oficinas com a comunidade.

Em um bate-papo mediado pelo presidente do IPPUL, Cláudio Bravim, foi abordado o envolvimento da população em questões ambientais. Bravim reforçou que projetos apoiados pela população têm 99% de chance de sucesso, criando pertencimento e garantindo a preservação e manutenção. Marcos Rambaldut, Secretário de Planejamento, Orçamento e Tecnologia de Londrina, destacou que é necessário criar uma consciência coletiva sobre a necessidade de melhorias nos seis fundos de vale urbanos de Londrina e no Lago Igapó.


A professora Olívia Orquiza, representante da UEL no Conselho Municipal de Planejamento e Gestão Territorial de Londrina, sugeriu a capacitação de agentes locais de governança (incluindo prefeitos, secretários, associações e comunidades) para que entendam o Plano Diretor e o planejamento sustentável, articulando um trabalho de base com o planejamento da gestão. Também destacou a necessidade de uma solução adequada e rápida para o problema habitacional do município, para evitar ocupações ao longo desses fundos de vale.

 

No debate com a audiência foram tratados temas como turismo, fiscalização, e esforços municipais para a revitalização dos espaços

 

Júlia Bellizzi – Colaboradora

Com supervisão de

Raquel de Carvalho – Jornalista (MTb2141 –DRT-PR)

 
 
 

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